Investigação sobre morte de cabeleireiro durante abordagem da Brigada ouve familiares e aguarda depoimento de PMs

Investigação sobre morte de cabeleireiro durante abordagem da Brigada ouve familiares e aguarda depoimento de PMs

Foto: Arquivo Pessoal (Divulgação)

Paulo José Chaves dos Santos, 35 anos, foi morto a tiros após uma abordagem atendida pela Brigada Militar na Rua Luiz Stoever, no Bairro Tancredo Neves, na manhã de 13 de janeiro

A investigação sobre a morte do cabeleireiro Paulo José Chaves dos Santos, 35 anos, ocorrida na manhã do dia 13 de janeiro durante uma abordagem da Brigada Militar, em Santa Maria, aguarda ainda o depoimento dos dois policiais militares envolvidos na ocorrência. A informação foi confirmada pelo delegado Adriano De Rossi, titular da Delegacia de Polícia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DPHPP).

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Segundo o delegado, os policiais militares ainda não foram ouvidos porque estão em licença de saúde até quinta-feira (29).

– É uma atividade burocrática. A gente não intima diretamente, e sim oficia o comando (da Brigada) – explica o delegado.

De Rossi acrescenta que a intenção era ouvir os policiais ainda nesta semana, o que não foi possível em razão do afastamento médico.

Enquanto isso, familiares da vítima já prestaram depoimento na Polícia Civil. Na semana passada, foram ouvidos o pai, a mãe, o irmão e a companheira da vítima.

Além disso, a mãe e o irmão também foram ouvidos pela Brigada Militar, no âmbito do Inquérito Policial Militar (IPM) instaurado para apurar a conduta dos policiais. Rosane Terezinha Rossatto, 66 anos, e Thomas Leonardo Chaves, 25, prestaram depoimento acompanhados da advogada Camila Cassiano Dias, no dia 15 de janeiro.


Um tiro causou a morte

Sobre os laudos periciais, o delegado Adriano De Rossi confirma que a necropsia apontou que apenas um disparo foi responsável pela morte do cabeleireiro.

- Foi só um disparo – informa.

O tiro atingiu a lateral esquerda do peito da vítima. Na ocasião, a informação era de que três tiros haviam sido disparados por um dos PMs. 

De Rossi informa, ainda, que já estão concluídos os laudos de necropsia, de local do crime e o exame balístico. Agora, a investigação aguarda o laudo toxicológico, que irá indicar se Santos estava sob efeito de álcool ou drogas no momento do fato:

 A gente aguarda agora o laudo toxicológico e estamos finalizando um relatório da análise das imagens que obtivemos do dia dos fatos.


Relembre o caso

Paulo José Chaves dos Santos foi morto a tiros pela Brigada Militar durante o atendimento de uma ocorrência na Rua Luiz Stoever, no Bairro Tancredo Neves, no começo da manhã de 13 de janeiro de 2026. Conforme as informações apuradas, ele estaria em surto e teria avançado contra os policiais portando um martelo e uma faca de serra.

Diante da situação, um dos policiais, que ocupava o banco do carona da viatura, desceu do veículo e efetuou os disparos. Um dos tiros acertou o cabeleireiro no peito. Ele ainda caminhou alguns metros até cair no chão.

Depois do ocorrido, a Brigada Militar informou, por meio de nota, que instaurou um Inquérito Policial Militar (IPM) para apurar as circunstâncias da ocorrência, enquanto a Polícia Civil segue responsável pela investigação criminal do caso. Os dois PMs responsáveis pela abordagem entraram em licença médica. 

 

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